top of page

Caso Maninha: após revelar mandantes de execução, manicure vai a novo julgamento em Tramandaí

Foto do escritor: FRF Advocacia Criminal
FRF Advocacia Criminal
há 6 dias
3 min de leitura
Comarca de Tramandaí. Foto: Reprodução/ Google
Comarca de Tramandaí. Foto: Reprodução/ Google

Na próxima quinta-feira (24/09), o Tribunal do Júri da Comarca de Tramandaí julga o desmembramento de um dos crimes mais repercutidos do Litoral Norte gaúcho: a execução da cabeleireira Návia Regina Christan, conhecida como "Maninha", assassinada a tiros dentro de seu próprio salão de beleza no dia 5 de novembro de 2018. O julgamento atual foca na conduta dos supostos mandantes e intermediários do crime de sangue, uma vez que os executores diretos do homicídio consumado já foram condenados em processo anterior.


Quando, onde e o que aconteceu no Caso Maninha

O crime ocorreu por volta das 12h40min do dia 5 de novembro de 2018, no "Salão de Beleza Maninha Espaço de Beleza", localizado na Rua João Pessoa, n.º 1.264, no Centro de Tramandaí (RS). Na ocasião, o executor Dirnei Ferreira Rodrigues ingressou no estabelecimento simulando ser um cliente interessado em cortar o cabelo. No momento em que a vítima virou-se em sua direção, ele sacou uma arma e efetuou três disparos contra a cabeça de Návia, que faleceu no local devido a um trauma crânio-encefálico. O atirador fugiu em um veículo posicionado na esquina, cuja fuga foi arquitetada por Jorlei Fagundes Rochefort. Ambos os executores já foram sentenciados pelo Tribunal do Júri.


Quem são os envolvidos no Caso Maninha

A investigação apurou que o crime foi fruto de uma rede de mandantes e intermediários:

  • Silvana Cristan (a "Kika") e Joares Antônio Pellinson: Irmã e cunhado da vítima, apontados como os mandantes intelectuais que planejaram a morte de Návia por desentendimentos familiares e profissionais.

  • Rosane de Lima Araújo (a "Rô"): Ex-funcionária dos mandantes, acusada de  intermediar o contato com o mundo do crime e recrutar quem fizesse o serviço.

  • Robsom Araújo de Moraes (a "Sagui"): Contatado por intermédio de Rosane e de terceiros para organizar a contratação final dos executores Dirnei e Jorlei.


As provas colhidas até aqui e a reabertura do caso

A identificação dos mandantes do crime não ocorreu de imediato. O primeiro inquérito policial havia sido encerrado focando apenas nos executores que foram presos em flagrante no caso Maninha. A reviravolta que permitiu apontar Silvana e Joares como os cabeças do plano só foi possível após a reabertura das investigações pela Polícia Civil de Tramandaí, sob o comando do Delegado Alexandre Silva Pereira Souza.

A partir de novas diligências, um dos investigados iniciais revelou que o casal de mandantes realizava repasses financeiros regulares dentro do sistema prisional para que a autoria intelectual ficasse oculta. Diante da cessação desses pagamentos, as peças do quebra-cabeça vieram à tona. Ao ser detida, Rosane de Lima Araújo colaborou com a polícia e confessou detalhadamente a dinâmica de repasses de dinheiro e contatos que interligavam os executores até a irmã e o cunhado da vítima.


A palavra da Defesa no Caso Maninha

Os advogados Ariel Leite e Gelson Fassina, responsáveis pela defesa de Rosane de Lima Araújo, explicam que este novo julgamento funciona como uma extensão do caso principal. Eles reforçam que a identificação e a prisão do casal apontado como mandante só aconteceram porque Rosane decidiu quebrar o silêncio e contar tudo o que sabia após a polícia reabrir o caso. 

"Esse é o júri do homicídio consumado. No júri anterior, ela foi condenada, mas sendo reconhecida a diminuição de pena pela colaboração com a investigação."

A banca de defesa reforça que o processo atual é um desmembramento legítimo focado nos mandantes, cuja identificação só foi viabilizada devido ao suporte probatório fornecido pela própria acusada após a reabertura do caso policial.


Fonte:


  • Instagram FRF Advocacia Criminal
  • Whatsapp FRF Advocacia Criminal
CONTATO
Preencha o formulário e entre em contato com os especialistas da FRF Advocacia Criminal.

Obrigado!

Fernandes, Rodrigues, Fassina Advocacia Criminal

Rua Barão Do Gravataí, 375  Sala 402

Menino Deus  |  Porto Alegre  |  RS 
CEP 90050-330 

Fernandes, Rodrigues, Fassina Advocacia Criminal

© 2023 FRF Advocacia Criminal – OAB/RS 10.599. Todos os direitos reservados.

Orgulhosamente desenvolvido por 

bottom of page